Em mais uma atuação de garra e superação, Beatriz Haddad Maia garantiu vaga nas quartas de final do WTA 500 de Bad Homburg, na Alemanha. A número 1 do Brasil e 21ª do mundo venceu de virada a ucraniana Elina Svitolina, 14ª do ranking, com parciais de 3/6, 6/4 e 7/6 (9-7), após 2h27 de duelo intenso e de alto nível.
“Foi uma grande batalha e a gente nunca havia se enfrentado ou treinado juntas, apesar de estarmos há bastante tempo no circuito. Acho que nós duas deixamos 100% em quadra até o fim. É para isso que trabalhamos, para jogar partidas assim. Sinto que estava pronta”, destacou Bia após a vitória.

A brasileira, que vem embalada pela conquista do título de duplas em Nottingham, mostrou adaptação e crescimento ao longo da partida. “Acho que eu consegui ir me encontrando nas devoluções e melhorando o meu nível ao longo do jogo. Estou feliz com minha mentalidade e sei que preciso melhorar algumas coisas, mas estou muito orgulhosa de mim mesma hoje”, acrescentou. “Espero não ter tempo livre aqui e ir até o final do torneio”.
Com duas conquistas em quadras de grama no currículo (Nottingham e Birmingham em 2022), Bia reforçou sua afinidade com a superfície. “Acho que o meu jogo tem boas características para a grama. É um piso que me permite ser criativa. Sou canhota, jogo de forma agressiva, consigo sacar e devolver bem”.
Ela também comentou sobre os desafios mentais da grama, principalmente nas variações imprevisíveis dos pontos: “A grama traz alguns pontinhos mais traiçoeiros e é importante não se frustrar. Às vezes você joga bem e perde o ponto, mas tem que virar essa chave o mais rápido possível. É uma das minhas qualidades e me ajuda jogar bem aqui. Hoje aconteceu isso, depois de sacar duas vezes com break acima no terceiro set. Mas assim é o tênis e estou me sentindo cada vez mais forte na grama”.
Nas quartas de final, Bia enfrenta um novo desafio: a italiana Jasmine Paolini, número 4 do mundo. Será o quarto confronto entre elas, com vantagem da italiana até aqui. Uma vitória de Bia pode marcar sua 13ª contra uma top 10 e abrir caminho para uma semifinal contra nomes de peso, como Iga Swiatek ou Ekaterina Alexandrova.
“Conheço a Jasmine há alguns anos, a gente já se enfrentou algumas vezes também, acho que todas na quadra dura. É um grande desafio para as duas. Ela vem tendo um ano muito bom. Mas quando a gente está em grandes torneios, quer estar nesses jogos. Me sinto preparada e me sinto forte para fazer o meu melhor amanhã”.
Foto: Bad Homburg Open

