O atleta transplantado Ramon Lima tem vivido uma temporada de conquistas dentro e fora das pistas. Atleta dedicado, ele concilia o alto rendimento com uma missão que vai além do esporte: conscientizar a população sobre a importância da doação de órgãos. Seu foco no momento é o World Transplant Games (WTG) 2025, que será realizado entre os dias 17 e 24 de agosto, na cidade de Dresden, Alemanha.
Com patrocínio da Copel através do PROESPORTE, Ramon representará o Brasil em cinco provas: 5km, 1500m, 800m, lançamento do disco e lançamento do dardo. A preparação tem sido intensa. “Busquei manter um equilíbrio ao longo do ano, realizando cerca de uma prova por mês. Algumas lesões mudaram o calendário, mas chego a esse momento muito focado e forte”, afirma.

Com passagens por importantes eventos do calendário esportivo nacional, Ramon coleciona pódios na categoria transplantado e, também, em disputas com atletas regulares, reforçando a potência de sua superação. Destaque para sua participação na VII Copa Master de Atletismo, realizada em João Pessoa (PB), onde conquistou cinco medalhas, sendo quatro de ouro e uma de prata.
Principais resultados em 2025:
- VII Copa Master de Atletismo – João Pessoa/PB:
OURO 1500m (transplantado)
OURO 800m (transplantado)
OURO Corrida 5K (transplantado) / 4º lugar geral
OURO Lançamento do dardo (transplantado)
PRATA Lançamento do disco (transplantado) - Circuito Pro Correr de Corridas de Rua – 1ª e 2ª Etapas:
PRATA 5K – Categoria Transplantados - 15K de Santa (5K):
Categoria 40-44 / 15º geral - Circuito das Estações (5K):
Categoria 40-44 / 13º geral
Além do Mundial, Ramon já confirmou presença na 3ª Edição dos Jogos Brasileiros dos Transplantados, que acontece em Curitiba entre 18 e 21 de setembro, e quer encerrar a temporada com um novo desafio: correr a Meia Maratona de Curitiba abaixo de 1h30.

Com seu trabalho dentro e fora das pistas, Ramon segue inspirando e levantando uma importante bandeira: a doação de órgãos. “Em praticamente todas as provas, alguém me para e pergunta sobre a minha história, como estou e por que corro. Isso mostra que estamos tocando as pessoas”, diz o atleta, lembrando que a lista de espera por um transplante no Brasil ainda é extensa.

