O atleta paranaense Ramon Lima brilhou na edição 2025 do World Transplant Games, disputado em Dresden, na Alemanha, conquistando três medalhas e elevando o nome do Paraná no cenário mundial de atletas transplantados.
Patrocinado pela Copel com apoio do PROESPORTE, Ramon teve desempenho positivo e mostrou a força do esporte como ferramenta de superação e conscientização pela doação de órgãos.
Nas pistas de atletismo, Ramon alcançou:
Prova de 5km – 3º lugar na categoria 40-49 anos, com o tempo de 18min43s
1500m – 3º lugar, com a marca de 5min26s01
800m – 2º lugar, com o tempo de 2min27s55

Os resultados representam evolução em relação ao último Mundial, em 2023, na Austrália, quando Ramon conquistou duas medalhas de bronze em sua estreia.
“Foi uma sensação indescritível cruzar a linha de chegada e conquistar essas medalhas. Eu tinha o objetivo claro de subir ao pódio nos 5km, já que em 2023 fiquei em quarto lugar, e também queria melhorar meu desempenho nas demais provas. Graças ao apoio da Copel e do PROESPORTE, cheguei mais forte, mais confiante e melhor preparado para este Mundial. Voltando ao Brasil já daremos inicio o ciclo de dois anos rumo ao próximo desafio, em 2027, na Bélgica”, destacou Ramon.
O World Transplant Games reúne atletas transplantados de todo o mundo em competições esportivas que, além do espírito esportivo, simbolizam sobretudo a importância da doação de órgãos. Em Dresden, cerca de 2.500 atletas de 51 países participaram em 17 modalidades esportivas, celebrando a vida e conscientizando o público sobre a necessidade de ampliar o número de doadores em escala global.
Com o seu desempenho e o apoio fundamental de seus patrocinadores, Ramon Lima consolida-se como um dos principais representantes do Brasil nos Jogos Mundiais de Atletas Transplantados, sendo exemplo de superação, dedicação e esperança.
Doação de Órgãos no Brasil
Segundo o Ministério da Saúde, o Brasil possui 78 mil pessoas em fila de espera por um transplante, sendo os mais demandados, em 2024: rim (42.838), Córnea (32.349) e Fígado (2.387). Em 2024, o país realizou mais de 30 mil transplantes (órgãos, tecidos e células).
Apesar dos avanços, a taxa de doadores efetivos ainda é considerada baixa. Segundo a ABTO, em 2024 a taxa foi de 20,3 por milhão de pessoas. O principal motivo apontado é a recusa familiar, que representa 45% dos motivos para que órgãos não sejam doados. O segundo motivo que impede a efetivação dos potenciais doadores é a contraindicação médica, que corresponde a 18% dos casos, de acordo com a associação.
No Brasil, campanhas de incentivo à doação de órgãos são promovidas principalmente em setembro, com o Setembro Verde, mas a participação de atletas como Ramon Lima nos Jogos Mundiais amplia o alcance da mensagem, mostrando que o esporte é também um instrumento de transformação social e valorização da vida.

