O vice-campeonato sul-americano juvenil agora faz parte da bagagem de Luara Mandelli. Aos 17 anos, a paranaense saiu de Playa Venao, no Panamá, com a medalha de prata no peito e a sensação de que deu mais um passo importante na caminhada até a elite do surfe mundial.
Competindo pelo Time Brasil nos Jogos Sul-Americanos da Juventude, Luara encarou uma semana de maratona nas ondas e fora delas. Entre baterias exigentes, rotina intensa e pressão típica de grandes eventos, a jovem surfista respondeu com apresentações sólidas, alto nível técnico e constância, credenciais que a levaram ao pódio e reforçaram seu lugar entre as principais promessas do país.
Mais do que o resultado, a competição teve peso de laboratório olímpico. O evento reúne jovens atletas em um ambiente que reproduz a estrutura dos grandes campeonatos: vila, organização centralizada, suporte multidisciplinar e convivência diária com esportistas de outras modalidades. Na prática, é um treino para o que eles podem encontrar em Pan-Americanos e Olimpíadas.

Pelo Comitê Olímpico do Brasil, Luara integrou uma delegação que recebeu acompanhamento completo, do trabalho técnico à preparação física e mental. O clima dentro do grupo, conta a surfista, foi determinante para o desempenho.
“Eu não tenho palavras para descrever o que é representar o meu Brasil. O que eu sinto quando estou vestindo a bandeira do Brasil e poder subir no pódio, levantar a medalha e comemorar com o meu time fez tudo valer a pena. A equipe estava tão unida e feliz que fez a diferença, competimos leves, e o resultado veio para o time todo. Ainda estou sem palavras, a ficha não caiu… mas estou levando pra casa a medalha de prata e o título de vice-campeã sul-americana”, disse Luara, ainda assimilando o resultado.
Enquanto o surfe encerrou sua participação, o Brasil segue forte no quadro geral dos Jogos, que continuam até o dia 23 com outras modalidades em disputa. A prata de Luara se soma a uma campanha que mantém o país entre os protagonistas do continente na base.
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O pódio no Panamá, porém, não é um ponto isolado na trajetória da paranaense. Em 2026, ela já se colocou no radar internacional ao figurar no Top 9 da World Surf League, aparecer entre as dez melhores do ISA World Junior Surfing Games e conquistar o título sul-americano no Pro Junior. É uma sequência que mostra consistência e projeta ambições maiores para os próximos anos.
Com resultados relevantes em cenário continental, presença entre as melhores do mundo na base e experiência acumulada em ambiente de alto rendimento, Luara Mandelli se firma como um dos nomes mais promissores do surfe brasileiro. A medalha de prata no Panamá pode ter sido só mais um degrau, mas é daquelas que ajudam a desenhar, com alguma clareza, o caminho rumo à elite mundial.

