O Challenger de Brasília segue com forte presença brasileira nas fases decisivas. Nesta sexta-feira, o cearense Thiago Monteiro garantiu vaga na semifinal após vencer o compatriota Pedro Boscardin em confronto nacional, enquanto o gaúcho Eduardo Ribeiro também avançou após uma batalha intensa nas quartas de final.
Monteiro confirmou o favoritismo no duelo brasileiro ao superar Boscardin por 6/1 e 6/2, em 1h12 de partida. Com atuação consistente do início ao fim, o cearense aproveitou as oportunidades criadas e controlou o ritmo do jogo para fechar o confronto com tranquilidade.
Após a partida, Monteiro destacou o bom desempenho apresentado em quadra. “Estava preparado para uma batalha, mas felizmente consegui jogar muito bem. Ele errou um pouquinho mais e eu fui aproveitando as oportunidades que apareceram. Estou confiante para a semifinal e tem tudo para ser mais um grande jogo amanhã”, afirmou.
Na análise dos números, o cearense foi mais eficiente nas ações ofensivas. Ele anotou 14 bolas vencedoras contra sete do adversário e se beneficiou da maior quantidade de erros não forçados de Boscardin, que cometeu 31 falhas, enquanto Monteiro terminou o duelo com 19. Nos break-points, o brasileiro converteu quatro das seis chances que teve e salvou as duas que enfrentou.
Na semifinal, Monteiro terá pela frente o português Henrique Rocha, quinto cabeça de chave do torneio. O europeu garantiu vaga ao derrotar o boliviano Juan Carlos Prado Angelo por 6/3 e 6/3. Será o primeiro encontro entre os dois no circuito profissional.
O brasileiro espera um confronto tático e de alto nível. “Tenho que estar firme porque ele é um cara muito intenso. Não posso deixá-lo ficar confortável, tenho que me impor com meu saque e tomar a iniciativa, ao mesmo tempo não posso deixar que os erros alimentem seu jogo. Será bem tático e equilibrado”, avaliou.
Mesmo com a boa campanha na capital federal, Monteiro ainda busca somar pontos importantes para recuperar posições no ranking mundial. Atual número 232 da ATP, ele aparece provisoriamente algumas posições abaixo, mas pode subir significativamente caso avance à final ou conquiste o título. Ainda assim, o cearense prefere manter o foco no desempenho dentro de quadra. “Não penso muito na defesa dos pontos e sim no que posso somar. Se conseguir treinar e competir bem, sem dúvida eu vou acabar somando o que preciso”, afirmou.
Quem também vive uma semana especial em Brasília é o gaúcho Eduardo Ribeiro. Vindo do qualificatório, o tenista de Santa Cruz do Sul alcançou a semifinal após derrotar o paulista Gustavo Heide por 6/4, 4/6 e 6/4 em uma partida de 2h44 de duração.
O confronto foi marcado por intensidade e alternância de momentos, mas Ribeiro demonstrou grande consistência mental para fechar a vitória. Com um estilo agressivo, ele disparou 37 bolas vencedoras e criou 13 oportunidades de quebra ao longo da partida, convertendo quatro delas. Heide, por sua vez, anotou 20 winners, mas cometeu 43 erros não forçados.
O gaúcho destacou a importância do resultado, especialmente após um período complicado em sua carreira devido a lesões. “É muito gratificante essa sensação de estar voltando a uma semifinal. Obviamente, quero mais. Passa bastante coisa na cabeça, porque nesses últimos anos eu tive lesões e momentos difíceis que me deixaram ausente do tênis por um longo período. E agora, estou retornando a uma semi, muito bem fisicamente e sem dor. É o trabalho dando resultado”, disse.
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A campanha em Brasília já representa o melhor desempenho de Ribeiro na temporada. Antes disso, ele havia alcançado apenas as oitavas de final no Challenger de Itajaí e não avançou do qualificatório em Concepción. Durante a trajetória na capital federal, o brasileiro já superou adversários importantes, como o uruguaio Franco Roncadelli e o português Jaime Faria, terceiro cabeça de chave do torneio.
Na semifinal, Ribeiro terá um desafio de peso diante do paraguaio Daniel Vallejo, principal favorito ao título e atual número 104 do ranking mundial. Os dois já se enfrentaram duas vezes no circuito, ambas com vitória do paraguaio.
Com dois representantes nas semifinais, o Brasil mantém viva a possibilidade de uma final totalmente nacional no Challenger de Brasília, reforçando o protagonismo dos tenistas do país no torneio disputado em solo brasileiro.

